Monday, December 10, 2007

Índice

06 - Brasil -
Nordeste reduz diferença de desenvolvimento para o Sudeste

08 - Canadá - Mosaico Canadense
Número de imigrantes chegando ao Canadá foi o mais alto já registrado desde 1931

11 - Canadá - O que o Canadá faz no Afeganistão?
Como entender a violência e as mortes de tropas canadenses e de civis no Afeganistão?

13 - Mundo - Mais uma chance para Kyoto
Em mais uma tentativa de chegar a um acordo sobre Aquecimento Global, 191 países se reunem em Bali, na Indonésia

15. Capa - Guia de Inverno
Aproveite bem esse inverno - patinação, esqui, resorts, parques e outras opções

18 - Tourism - Brasília
Visiting the capital of Brazil

20. Portugal

21. Saúde

23 - Agenda e Comunidade
Eventos, shows, restaurantes e o que acontece na comunidade

Sunday, December 9, 2007

Página 30 - Opinião

... e o mundo gira ao contrário
Isabella Formiga


Em novembro, no
Sudão, muçulmanos enfurecidos prenderam e exigiram a execução de Gillian Giggons, professora inglesa, que permitiu que seus alunos nomeassem um urso de pelúcia Maomé, o nome do profeta do Islã. Condenada por insultar o Islamismo, a professora foi presa e depois da indignação do mundo, perdoada pelo presidente.

Em Darfur, no Sudão, o governo patrocina o genocídio do próprio povo, em uma espécie de elitismo cultural dos árabes em relação às várias tribos africanas espalhadas pelo Sudão - que têm suas mulheres estupra
das, crianças mortas e tribos destruídas, em uma guerra que parece não ter fim. Árabes-africanos matam em nome do Islã, obrigando milhões de sobreviventes a andarem pelo deserto se relocando constantemente, sem comida, família, água. Além da imposição da lei islâmica no país inteiro - grande parte do país é cristão - os árabes acreditam que os africanos são inferiores e servem apenas para escravos.

Paralelamente, os árabes do Oriente Médio não reconhecem os árabes negros, da África, como muçulmanos, acreditando na sua superioridade racial . Já em Israel, uma muralha de 7 metros de altura e mais de 400 quilômetros é construída para separar os judeus dos árabes. Segundo os responsáveis, é necessário separar a parte feia - os árabes - da parte bonita, judeus. A muralha tem cerca elétrica, câmeras e sensores.

Fundam
entalismos à parte, enquanto a guerra pelo elitismo religioso e pelo monopólio da moralidade parece se perpetuar desde os primórdios, parte do mundo tenta chegar a um acordo sobre o que pode dar um fim ao que nenhum santo salva - aquecimento global. Em Bali, 191 países se reúnem para discutir um acordo sobre o protocolo de Kyoto - e se decidir entre proteger o mundo para as futuras gerações ou continuar com o consumo exagerado dos recursos naturais do planeta.

Enquanto isso, na vida real, é quase Natal. Shoppings lotados, sacolas, filas, roupas, celulares, carros, tecnologia. O mundo norte americano das celebridades, do falso luxo e do consumismo sem fim. Como suprir o vazio de quem não tem uma religião fanática para pôr um fim às dúvidas que afligem a alma? As doenças do
primeiro mundo são outras; depressão, apatia, vício, stress, obesidade. Adolescentes problemáticos atiram em shoppings e escolas, crianças tomam Ritalin, as pessoas vivem cada vez mais imersas em seus mundos particulares.

O mundo anda realmente muito louco, e pode parecer mais fácil viver envolvido com a própria vida, já tão complicada, do que se preocupar com coisas que simplesmente não temos o poder para mudar. Ainda assim, essa constante busca por individualismo e egoísmo parece não acalmar a alma, e vivemos a vida sem fazer nada a não ser por nós mesmos - talvez esse seja o sinal de que talvez, quem sabe, seja hora de fazer alguma coisa, fazer uma diferença - uma espécie de responsabilidade de cada um com o resto do mundo. Feliz natal.













13 - Mundo



Mais uma chance para Kyoto

Em mais uma tentativa de chegar a um acordo sobre o protocolo de Kyoto, países industrializados parecem ainda não terem se decidido entre perpetuar os interesses econômicos e o consumo exagerado baseado no acesso barato aos recursos naturais, ou a proteção do mundo natural para futuras gerações

O futuro do planeta parece estar nas mãos das negociações que começaram em Bali, dia 3 de dezembro, onde 191 países se reuniram para tentar chegar a um acordo para lidar com o aquecimento global.

"Acredito estarmos à beira de uma catástrofe, se não agirmos", o Secretário Geral da ONU disse, dias antes da conferência.

Mesmo se algumas medidas forem realmente aprovadas, o fracasso da conferência em si é inevitável.




Dois dos maiores emissores de gases responsáveis pelo efeito estufa - os EUA e a China - vêm deixando absolutamente claro não terem intenção alguma de aceitar nenhum limite estabelecido que possa diminuir seu crescimento.

Perspectivas mais otimistas da conferência são as chances de chegar a um acordo para estabelecer um tratado final que substitua o Protocolo de Kyoto. "Essa é provavelmente a última chance em frear o aquecimento global. Se não fizermos nada, não terá mais volta nos próximos 10 anos" - Philip Clapp, presidente da National Environmental Trust.

Mesmo com as dificuldades, ambientalistas têm sido mais esperançosos - a China têm se mostrado mais interessada em dialogar sobre suas emissões de dióxido de carbono, e os EUA têm estado sobre grande pressão para aceitar as medidas impostas.

Com a eleição de um governo pro-Kyoto na Austrália, os EUA ficou isolado como o único do mundo a se negar a assinar o protocolo. Além disso, as eleições no ano que vem aumentam as chances de um Partido Democrático vencer, favorecendo o protocolo.

Com a administração de Bush rejeitando qualquer limite nas suas emissões, o público tem exigido alguma ação maior. Um dos motivos para falta de apoio dos EUA é que o protocolo permitiu países em desenvolvimento - especialmente a China - a se isentar dos mesmos limites de emissões. A China, por outro lado, insiste que os países industrializados têm que assumir a liderança por seu papel histórico como os maiores poluidores - criando um debate que causa motivo para ninguém tomar ação.

Apesar disso, a China têm se mostrado mais interessada em reduzir suas emissões de CO2 - principalmente devido à descoberta de que o aquecimento global pode os prejudicar economicamente. Estudos mostram que as plantações de arroz da China podem se destruir em 37% até a segunda metade do século com o aquecimento atual, além de secas e falta de água, se nada for feito.

Mas um dos grandes objetivos da China na conferência atual é convencer os países desenvolvidos a transferir suas tecnologias ecologicamente amigáveis para eles da forma mais barata possível - e para obter essa tecnologia, países do norte têm de deixar de lado a insistência em proteger os direitos de propriedade dessa tecnologia.

O atual governo canadense tem uma posição anti-Kyoto - exigem que países em desenvolvimento como Índia, China e Brasil tenham os mesmos cortes de emissões que países industrializados. O Canadá fica em sétimo lugar no ranking mundial de emissão de gases.

11 - Canadá













O que o Canadá faz no Afeganistão?


Conhecido mundialmente como uma nação diversificada e tolerante, o Canadá sempre foi líder em estabelecer a paz e mediar conflitos internacionais - então o que as tropas canadenses fazem se juntando à guerra ao terror, no Afeganistão?


A falha em justificar a legitimidade do envolvimento do Canadá no Afeganistão tem criado uma confusão no país e questionado seu papel no mundo. Quatro anos após o governo liberal ganhar grande suporte entre os canadenses ao se recusar em participar da invasão do Iraque, o Canadá se tornou um aliado na guerra ao Oriente Médio.

Apesar das constantes afirmações de Ottawa de que o maior interesse do Canadá é a instauração de uma democracia e a garantia de direitos justos para as mulheres do Afeganistão, parece que um dos maiores motivos para esse envolvimento - talvez o único - seja agradar aos Estados Unidos.

No que parece uma campanha orquestrada pelo governo Harper para despertar um sentimento militar no público, o presidente tem propagandeado guerras passadas e celebrações militares, além de campanhas para recrutar tropas enfatizando o combate e a aventura, ao invés do apelo tradicional de entrar no exército como forma de promover a paz e um caminho para a educação gratuita.

Mesmo com as pesquisas revelando uma oposição majoritária à guerra, o governo tem propositalmente 'confundido' as pesquisas de opinião de 'suporte às tropas' com 'suporte à guerra'. Para o atual governo Conservador, reconstruir e fortificar as Forças Canadenses depois de uma década e meia de tranquilidade é essencial para fortificar a soberania do país.

Ironicamente, mais de 70 soldados canadenses já morreram na guerra - número usado pelo governo como justificativa para permanecer no país e continuar lutando para instaurar a democracia.

Infelizmente, o governo Harper parece patrocinar o estilo Bush de raciocínio e apoiar a campanha fora-da-lei contra o terror e o Oriente Médio. A população, com a mentalidade tipicamente canadense pacifista, pressiona o governo cada vez mais - principalmente com o aumento de soldados canadenses mortos - para eles, desncessário.

Apesar das pressões, passeatas e temor de que o país passe a ser visto como alvo, o Primeiro Ministro afirma que as tropas devem permanecer no país até o fim de 2009.

06 - Cidade

Nordeste reduz diferença de desenvolvimento para o Sudeste, aponta BNDES
- Cirilo Junior


O Nordeste diminuiu a diferença de desenvolvimento medida pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em relação à região Sudeste, a mais desenvolvida do País.

O dado faz parte do IDS-BNDES (Índice de Desenvolvimento Social) de 2006, divulgado pelo banco recentemente.

Em 1995, o indicador do Sudeste era 4,5 vezes maior do que o do Nordeste. A diferença caiu para 2,4 vezes, de acordo com o levantamento mais recente. Contribuíram decisivamente, segundo o superintendente da área de pesquisa e acompanhamento econômico do BNDES, Ernani Torres, o aumento da renda na região mais pobre do país, maior acesso à água e maior tempo das crianças nas escolas locais.

"Em relação à renda, as políticas sociais do governo Lula explicam o avanço do Nordeste. Houve avanços nas áreas de saúde e educação, mas ainda são notados dois países. Um, socialmente mais desenvolvido, é formado pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O outro, menos desenvolvido, é composto pelo Norte e Nordeste", afirmou Torres.

O IDS avalia as diferenças sociais entre regiões e estados brasileiros, em um único indicador, que varia entre zero e um, sendo medido a partir dos dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio).

O desenvolvimento social da pesquisa é medido pela renda (rendimento mensal domiciliar), pela saúde (esperança de vida ao nascer, domicílios com rede de esgoto e domicílios com abastecimento de água) e educação (taxa de alfabetização e média de anos de estudo da população ocupada).

No plano geral o Sudeste passou de 0,74 em 2005, para 0,77 no ano passado; em seguida veio o Sul, que passou de 0,68 para 0,71, e o Centro-Oeste, que passou de 0,61 para 0,65 no ano passado. A região Norte subiu de 0,36 para 0,39 de avaliação, e o Nordeste veio depois, passando de 0,30 para 0,35.

Em 1995, ano-base do IDS, o Nordeste tinha 0,13, bem atrás da região Norte, com 0,32. O Sudeste também liderava o índice, com 0,64, seguido pelo Sul com 0,54 e pelo Centro-Oeste, com 0,44.

"Mais de uma década depois, nota-se a concentração dos dois grupos. Sul,
Sudeste e Centro-Oeste estão mais agrupados. Bem abaixo, Nordeste e Norte já encontram-se bem próximos. O salto do Nordeste foi bastante significativo", comentou o economista Francisco Marcelo Ferreira, um dos responsáveis pelo levantamento do IDS.

07 - Brasil



Brasil pode ter programa nuclear mais ambicioso


Mesmo com a perspectiva de o Brasil construir mais nove usinas nucleares até 2030, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El-Baradei, avaliou que o país pode ampliar e fortalecer seu programa nuclear como alternativa ao aquecimento global e à alta do petróleo.


"O Brasil pode ter um programa nuclear mais ambicioso. O país tem tecnologia e matéria-prima (urânio)", disse El-Baradei em visita à usina de enriquecimento de urânio da INB (Indústrias Nucleares do Brasil), em Resende, no sul do Rio de Janeiro.


"Vejo com muito interesse a energia nuclear devido às mudanças climáticas e à alta do petróleo. A energia nuclear garante a independência", acrescentou o diretor-geral da AIEA, órgão ligado à Organização das Nações Unidas.

Segundo ele, o consumo de energia no Brasil ainda pode ser considerado baixo e a fonte nuclear poderia ajudar a aumentar o consumo e a diversificar o uso da energia.

"O consumo per capita no Brasil está em 2.600 kilowatts ao ano, cerca de um terço da média dos países desenvolvidos. O Brasil vai continuar necessitando desenvolver fontes de energia e tem que usar todas as formas possíveis, entre elas gás, hidroeletricidade e energia nuclear", disse El
Baradei.

O diretor-geral da AIEA informou que a agência vai fiscalizar de perto as unidades nucleares no Brasil, mas não está preocupado com a finalidade do uso do urânio no país. "O importante é ter certeza que a energia vai ser usada com alto grau de segurança e com fins pacíficos. Nossos inspetores estarão aqui", finalizou.

A fábrica de enriquecimento de urânio em Resende foi inaugurada no ano passado e está em estágio operacional de produção de combustível nuclear.

saúde



Um copo de água corta a sensação de fome durante a noite para quase 100% das pessoas em regime. É o que mostra um estudo na Universidade de Washington. Falta de água é o fator nº. 1 da causa de fadiga durante o dia. Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água por dia, poderiam aliviar significativamente as dores nas costas e nas juntas em 80% das pessoas que sofrem desses males.

Uma mera redução de 2% da água no corpo humano pode provocar incoerência na memória de curto prazo, problemas com matemática e dificuldade em focalizar um écran de computador ou uma página impressa. Beber 5 copos de água por dia, diminui o risco de câncer no cólon em 45%, pode diminuir o risco de câncer de mama em 79% e em 50% a probabilidade de se desenvolver câncer na bexiga. Você está bebendo a quantidade de água que deveria, todos os dias?